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 Textos próprios

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méke


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MensagemAssunto: Re: Textos próprios   Qua Jun 17, 2009 1:56 pm

Ei exagero! Mas obrigado (: Os meus também são dramáticos, pesados demais. Mas não me importo. E do que postaste, não achei de todo, gostei imenso, uma ideia muito bem nutrida.
Fico à espera então Wink

Textos (MUITO) mais leves:

Verão -

Cabelos loiros a esvoaçar na contagiante brisa de verão, um sentido material esquecido e uma apraz sensação de liberdade irreconhecível. Tardias sessões onde as emoções são apuradas ao seu íntimo, conversas repetidas em esplanadas convencionais, caminhadas cujas circulam num compasso alegórico, de uma batida refrescante. Minuciosamente belas são as gotas de àgua que rodeiam qualquer momento, apreciador favorável de uma atmosfera intemporal de verão.

Nostalgia. Ele está chegar!
______________________________


Luar -

Na sua hedionda pequenez, o ser humano consegue ser grandioso. Não em grandes feitos, de atribulação sentimental forte. Mas em quotidianos cenários que com a junção dos igredientes correctos, contornam grandes momentos. Verdadeiramente poderosos.

Em surdina, traçam-se planos de rebeldia precoce. Escalam-se muros e atinge-se o topo mais próximo. Deitados num abrupto recinto, o espiríto revitaliza como que um celestial clima se despisse perante nós. Fomos talhados para grandes coisas, indubitavelmente. Caminham-se trilhos perdidos, e lá, nesses terrenos ornamentados de nada, acresce cor e vivacidade. Numa fluência imprescíndivel, o mais despudorado silêncio torna-se magnífico. Único. Arrebatadoras, assistimos a sensações estimulantes. Um remédio para a alma.

Contraste no seu expoente máximo. E isso, isso é belo!

A noite é ainda jovem. Por isso meus amigos, vejo-vos um dia destes.
______________________________


Perfis-

Hoje de tarde, o ego presunçoso era imenso. Num pseudo-súburbio requintado, em relvados externos e rodeados de raquitismo, pusemo-nos a seleccionar perfis para as pessoas que passavam nos carros. Era, de certo presunçoso. Viviam a vida deles, alimentadas de conformismo, mas, até o desejo mais anarquista residente no mais (in)comum dos jovens se torna arranhado quando é realmente confrontado por austeros olhares.

As caracterizações poderiam variar entre o mestre de obras (lembrei-me agora de uma piada que o meu pai contava que meu deus...), da mulher na crise-da-meia-idade, recém casada com uma família estruturada cujo elitismo em conversa ornamentava uma escassa reflexão artística, a boa rapariga estudade de medicina ou psicologia ou até o tunning-machine que mostrara as suas habilidades automóveis ao pai, que outrora, em diferentes (e tão ou mais tristes!) contextos, o fora também assim - um simbólico representante da escória da humanidade.

Ora muito tarde.
______________________________


Em casa -

De volta a já mencionadas actividades nocturnas (embora em contexto subjectivo, como o que se vai seguir *riso maléfico*) e juntando ainda outras de equivalente ou superior potencial, sim, a data 23/05/09 ficará para a nossa minuciosa história de vida. Parecendo supérfluo, não o é, de todo. Porque se assim o fosse, não seria. E porquê? Dado a aparentes e ilucidativos programas que do nada concebem a emoção sentida, a concebem entre nós.

Rodopiamos estradas bem conhecidas, mas nunca observadas. Fomos em seguimento destas, em restos de despensa em punho e orgulho no que traçariamos. Os cenários recordavam películas já integrantes municipais do que somos já, e isso, isso fora mágico. Voltaremos lá um dia, aliás todos os dias. Porque todos os dias nos sentimos em casa. Sentimos?
______________________________


Calor Absorvente -

Ontem, numa noite que transpirava em todos os seus recantos a brisa estarrecedora de Verão, escalamos o céu. Erguemos ritmo em todas as passadas, rebaixamo-nos a um mistério de fachada, e por aí seguimos. Balbuciaram-se antigas histórias, repetimos rituais do outrora lá longe, deitamo-nos sobre o confronto do passado e presente. Meros sustos soprariam, e nós corremos, corremos. Em meados de fome e de preços de espantar, estendemos um arraial, rebolamos relvados casuais, fizemos disso um caso aspirante a revolução. Devoramos cada segundo deste.

Filmamos tudo, como se coubesse numa câmara de um n80.
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Garantias -

... ajudam-nos a viver ao sabor do que já certificado. E isso é tão bom, bom, bom. Ter a consciência de que há algo latejante num cenário distante, que sabe o que somos, o que fazemos. Não são necessários esforços; e uns falam de sedentarismo emocional quando me refiro mentalmente (era demais gritá-lo ao vil mundo em que vivo, alimento) às garantias. Fala-se de libertinagem, anarquia, mas todos as queremos, nem todos as temos, ou julgámos que temos, até quando somos atraiçoados pelo sibiliar olhar da rebeldia de fachada. Oh é tão decadente, degradante quando as garantias se desvanescem em opacos ambientes.

-Devaneios de quem vive onde eu vivo, de quem conhece quem eu agora desconheço.
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Ensaio sobre Ricky Hart. pt1 -

Era, indúbitavelmente, uma figura ardente. Ainda de chama em oscilação, permanecera sempre acesa desde a sua descoberta. Mas este tinha a plena consciência de que não se atingira como o potencial que carregava prometia, aquando do seu iminente conhecimento das fasquias mais baixas e das óbvias acima, que entendia como negadas.

Bem ele não se deu em burocracias. Valores categóricos aspiravam a normas sem base que as justificassem e as regulassem para si, ele não as acreditava. É certo que criticava elementos comunitários, mas acima de tudo gostava de acreditar que admirava-a. Entendia a razão de ser por debaixo de qualquer ínfima réstea abandonada. Era espiritual quando o devia, e entendia a rebelião que causara, gabava-a, impunha-a.

Suponho que o Mundo era demasiado pequeno para ele, sim, e logo ele que desde precoce estaria talhado a grandes coisas.

- "Vem do Além, e esse Além eu sei não é do céu". - 31-05-09
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MensagemAssunto: Re: Textos próprios   Qui Jun 18, 2009 2:21 pm

gosto (mais) do luar e do garantias :3
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MensagemAssunto: Re: Textos próprios   Qui Jun 18, 2009 6:06 pm

Oh, que textos lindos! Gosto de todos ! Aliás adoro estas coisas, a sério (:
Vou pôr alguns meus. Gosto de escrever poemas e não só (: Não são nada de especial, mas para mim têm significado. Aqui vai:


(Este foi escrito numa noite em que não conseguia adormecer...)

Vem
Vem, que o silêncio hoje apoderou-se de mim...
Contudo ainda me restam algumas palavras.
No meu corpo percorrem as últimas gotas da chuva,
e o mar verteu sobre o meu rosto lágrimas passadas.
Vem, porque me deixei pintar com cores de primavera,
e o vento levou-me as canções...
Vem, pois só o teu beijo era a razão de te amar!
Vem, que jamais nos cortarão as asas!
Jamais esqueceremos sonhos!
Jamais será a saudade certeza de que te perdi,
mas sim a certeza de que outrora te tive a meu lado!

Vem amor,
pois o Amor jamais esquecerá que fomos felizes juntos!

2008, Catarina.
______________________________

(Este foi feito num teste de português. A minha prof delirou - 'PURA FICÇÃO CATARINAA!' --' Tá pó lamexas, é verdade. E ficção ou não, isso já não vos digo...)

Olhos Verdes
Sempre que penso em ti recordo os teus passos determinados.
O teu contagiante sorriso.
O teu olhar misterioso.
E a maneira como deslizas, suavemente, até aos meus sonhos.
Tens magia no coração, eu sei.
Soube desde o primeiro suspiro.
Desde o primeiro olhar, desde a primeira sinfonia,
desde o primeiro cheiro, toque e agitação.
Nem as palavras couberam na imensidade de sensações que pintámos,
naquele pôr-do-sol.
(E hoje sei que não foram necessárias).
E, apesar dos teus olhos verdes estarem cobertos de mistério,
eu sei como descodificar os teus pensamentos.
Os teus olhos cantam-me a mais clara canção.
E eu converto cada som numa palavra perdida no ar.
Sigo, segura, num caminho infinito.
Enquanto o sol ilumina-te o rosto.
Enquanto dizes que nunca me irás perder.
E eu agarro essas palavras perdidas e guardo-as no meu ouvido.
Na ponta mais profunda do meu coração.
Eu preciso dos teus olhos para me veres e sentires
e tu precisas, da mesma forma,
dos meus olhos para te ver e compreender.
Isso faz-te sorrir ainda mais!
E, apesar de parecer que não tens medo de nada,
eu sei o teu maior receio.

São, nesses instantes, que os teus olhos
me confessam secretamente que tens medo de perder o caminho eterno que te leva até mim.
Tens medo de nunca mais encontrar os meus olhos
...

21.01.2009, Catarina

______________________________

(Este foi escrito para um trabalho sobre violência doméstica, para área de projecto o ano passado. Tentei pôr-me na pele de uma vitima e eis o resultado!)


Já é Noite.

Tão escura, tão fria, tão levemente pintada de mistério.
Mergulhada num profundo sossego assustador e incerto.
Sabes? Ela fala-me de dor, medo, loucura, rancor.
De sonhos perdidos, segredos esquecidos, gestos errantes e olhares incessantes.
Há passos que se aproximam.
Sinto-os, como o bater do meu coração.

Eles rasgam o silêncio da escuridão.
Escondo vestígios de sorrisos.
Recolho-me no canto do quarto, pedindo compaixão,
iluminado apenas pelo luar que penetra pelas janelas velhas e já destroçadas.
Tal como eu.
Espero que o dia chegue, único que pode acabar com o sofrimento.

A noite é injusta, tenho-lhe medo.
Os passos cada vez mais agitados contam-se facilmente.
Tal como contei, nesse instante, os sonhos que não vivi.
Eras tu quem vinha.

O homem a quem pertencia, por quem sentia um amor irracional
derramado de ilusões e falsas esperanças.
O homem a quem dei tudo.
Pensei mesmo ser culpada de todos os teus erros,
desgostos e por sofreres.
Merecedora de castigos e punições,
desligada do mundo lá fora,
escondendo as feridas em véus tecidos de segredos.
Sempre pensei que numa noite, virias só para me amar.
Sem vícios, mentiras, curado por fim.
Esperei, esperei tanto.
Mas é mentira! Este Amor é mentira!

As tuas desculpas pesavam-me a alma,
pesavam tanto que me deixavam sem força!
E este amor, que não era amor ou não tinha como o ser,
transformou-se.
Cansava-me dos teus gestos brutos, impiedosos, cobardes e desprezíveis!
De quereres sempre mais do que te podia dar.
(Ou até menos! Pois o que eu te quis dar tu não quiseste.
E dar-te-ia o melhor de mim - Amor).
As feridas que me causaste doíam-me quando exigias o meu corpo.

A dor tornou-se ódio.
Odiava-te tanto como antes te amara.
E esta raiva entranhava-se no meu corpo e ordenava-me que gritasse! Gritei tanto, verti tantas lágrimas!
Era vítima do meu medo e insegurança.
Pergunto-me, ser mulher é sinónimo de inferioridade?

Não, não é!
Recuso-me a esquecer os meus sonhos!
Recuso-me a permanecer nesta incerteza!
Quero libertar-me!
Serei feliz na noite que deixarei de temer a escuridão.

Onde ao olhar da janela, a Lua me diga que sou livre!
Dona de mim.
Na noite em que o silêncio se converta no cantar das estrelas,
na noite em que me desvendam mistérios aos quais partilharei segredos.

Mesmo que não seja capaz de voltar a amar

2008, Catarina.

______________________________

(Porque adoro o mar...)


Memórias do Mar

O silêncio do mar é capaz de me levar até lugares distantes.

Lugares tão distantes como do céu à terra, como do horizonte à costa, com do presente ao futuro, como do presente ao passado... Porque cada onda do mar é uma palavra e cada palavra é uma recordação ou um sonho.
Essas recordações são o passado que eu guardei em cada recanto do mar e sei que este nunca irá destruí-las nem esquecê-las.
Lá, bem no fundo, ancorei parte de mim. Guardei tanto as memórias que tenho desde que nasci como cada minuto que passei no mar. Sei de cor cada cheiro que a brisa ondula e cada som ecoado pelos búzios.
A minha alma eleva-se e as minhas memórias tornam-se vivas quando estou diante do mar. Como se as fizesse brilhar, tal como faz brilhar os meus sonhos e ambições. Porque quando estou contente ele acompanha a minha felicidade e faz a luz do sol reflectir alegria. Deixa que lhe confesse todos os meus segredos e tudo que faz de mim o que sou hoje. Deixa também que escreva na areia molhada tudo que quero ser amanhã. Quando tenho saudades diz-me o significado dessa palavra. O mar é sábio, ele diz-me que a saudade é algo que nunca ninguém pode tirar do nosso coração e por isso não é motivo de tristeza. Mas quando essa tristeza me invade é nele que despejo todas as minhas lágrimas que, suavemente, são convertidas em sorrisos.

É por isso que gosto de me sentar na areia e escrever tudo que me vai no espírito. É o meu lugar mágico, o esconderijo da minha alma.

2009, Catarina.
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MensagemAssunto: Re: Textos próprios   Sex Jun 19, 2009 3:35 am

Bem, obrigado : ) Gostei dos teus, teêm sentimento.

Ensaio sobre o Descampado, pt1 -
Subira desenfreadamente as escadas pois os contornos de há minutos, em tal imponente subida, que já a haviamos percorrido em tempos outros de carácter fresco; foram imensos.
De pasta arrastada, alongava-me à estrada, onde num passeio seguro farfalhudos bigodes olhavam, amaranhados risos os abafavam. Já passou, aliás, tudo passa um dia, mais tarde.
Como tem acontecido em coevos tempos, levei-me à comoção, após focar tal fertilidade do terreno onde sonhos propostos (agora em temporada de os realizar) haviam sido tecidos.
Olhava orgásmica e resplandescentemente todas as robustas ervas que haviam nascido. Erguera-se verde como um prado, tal descampado seco, árido, vazio em floresta, abundante em espírito.
Com que este mesmo voltaremos lá, olhando-o sobre o ombro, como que este preconiza-se toda a nossa cabeçada espera.
Entretanto, começara a chover, estendera a mão há espera que singelas gotas de ontem a tocasse.
Não aconteceu, estaval salvo, mas no abismo de algo amargamente doce.
______________________________________


Dedicatória pt1 -

Dedicatória.
Dormes a meu lado, e a ti te dedico, como que obra integral no termo precoce em que te situas.
Que nenhum vento sopre, e te leve consigo num irremediável abismo da inflexibilidade e intolerância.
Absorves-me, fazes-te retratado, e de mim pintor de tal retrato.
Abraças-me em delicadeza, e suavizas o ardor de dolorosas ruas que me envocam em círculos de conceito nocturno,
és-te, porque assim te fiz, e apreendimentos a reconhecimentos, obscuro-os eu em luz resplandescente que irradias.
Deixa-me esticar sobre o leito que partilhaste todas as noites, sobre nós de lencóis e fantasmas, em encontros e desencontros, amores e desamores, gostos e desgostos, e outros tais antónimos que despem esta minha dedicatória.
Reinas em perfeição na tua imperfeição, que belo, angustiante, o teu belo teor, o teu frenético sabor.

"RESPONDE-ME, FALA, REAGE!".

Em vão o gritei, ouvira o meu eco.

Egoísta, talvez me ofereças em translúcidos versos o meu reflexo.

Se assim for, odeio-te, odeio-me, odeio ambos, os dois, um só.

"Não foste o elo de ontem" - 11h42, 07/06/09

Dedicatória pt2 -

AGARRO-TE, SÊ-ME COMO ÉS AGORA,

QUE NUNCA TE VISLUMBRE, QUE TE OLHE, QUE TE VEJA,

QUE TE OLHE DE NOVO.

Via-me, era eu.

Onde repousarás,

como que algo pertencente a um lugar nunca te destinado,

numa posição nunca tua.

Escrevo-te na parede, como se o Mundo acabasse amanhã.

Fora, e agora que resida em harmonia, agora que te beijo,
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MensagemAssunto: Re: Textos próprios   Sex Jun 19, 2009 2:44 pm

as dedicatórias eram aqueles do 'morto' -.-
caty, gostei *-* entao o dos olhos verdes (tenho pancada por olhos verdes.) <3
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MensagemAssunto: Re: Textos próprios   Sab Jun 20, 2009 4:20 pm

Obrigada (:

méke, escreves de uma forma tãotãotão intensa *-* concordo com a ni, pareces o fernando pessoa a escrever (e eu também adoro fernando pessoa! (; )

ni, já somos duas a ter panca por olhos verdes *-* acredita! :p
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MensagemAssunto: Re: Textos próprios   Seg Ago 24, 2009 9:05 am

Vocês têm textos óptimos (:
Não fiquei indiferente aos do méke, escreves extraordinariamente bem.
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MensagemAssunto: Re: Textos próprios   Ter Set 01, 2009 5:31 pm

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MensagemAssunto: Re: Textos próprios   Dom Jan 17, 2010 7:20 am

No ano passsado participei num concurso daqui da terrinha com o tema “Uma viagem ao passado... entre fantasmas e heróis, no Alportel dos dias de ontem”, entretanto o texto foi ficando guardado dentro de pastas e mais pastas e hoje encontrei-o e resolvi coloca-lo aqui. Não está nada de especial, mas espero que gostem Very Happy

"O Comboio das Borboletas

Escondida entre uma alfarrobeira, uma amendoeira e uma oliveira existe uma linha de comboio. Segundo me tinham dito, exactamente quatro passos para a direita da alfarrobeira e dois para a esquerda da oliveira, iria encontrar dois bilhetes, um de ida e outro de volta, para uma terra fantástica e mágica. Eles lá estavam e tinham impressas em letras douradas a palavra “ALPORTEL”.
Sentei-me e esperei. O que haveria de sair dali? Começava a sentir frio e lamentava não ter trazido uma roupa mais quente... Enfim... O vento fustigava-me os cabelos, enquanto a chuva ameaçava começar a cair com mais intensidade ainda. Ao longe, uma barulhenta mancha de fumo avançava pesada e negra na minha direcção. Passado pouco tempo, o vento e a chuva pararam. Ouviam-se patos a grasnar anunciando a chegada das andorinhas e com elas a Primavera. Tentei mexer os dedos, mas estavam colados uns aos outros com a geada que caíra nas noites anteriores na serra algarvia e que cobria o rebentar das ondas de cor das flores e da relva macia e verde. Mesmo na linha do horizonte, rompendo a timidez do Sol, uma pequena mancha colorida aproximava-se entre os raios da luz da aurora que nascia cristalina.
Levantei-me sacudindo as flores da amendoeira que suavemente se haviam instalado nos meus cabelos, enquanto acariciava as pétalas macias de um flor branca e pequenina que estava ali perto.
O comboio parou lentamente dando-me tempo para limpar os restos de geada dos meus dedos e encontrar os bilhetes. Entreguei um ao revisor e guardei o outro cuidadosamente.
Entrei e observei os passageiros, todos estavam meio adormecidos, mas a mim parecia-me que os conhecia de algum lado, mas de onde? Sentei-me no único lugar vago que havia no comboio, ao pé da janela, que sorte! Não perguntei para onde ia o comboio, não valia a pena, pois já sabia que ia para a terra mágica de ALPORTEL. Coloquei os fones nos ouvidos e deixei-me levar para longe pelo comboio, pela música, pelos pensamentos. Acordei abruptamente quando o comboio fez uma curva para logo a seguir fechar os olhos novamente.
Quando acordei novamente já era noite, e os outros passageiros (de onde é que eu os conhecia?), que antes estavam a dormitar, tinham os olhos abertos fixos na luz do luar que passava por entre os vidros das janelas cujas cortinas tinham sido retiradas para entrar toda a luz possível, murmuravam para si palavras e frases incompreensíveis que só eles percebiam e das quais eu apenas conseguia desvendar a palavra “felicidade”. Levantei-me do meu lugar e dirigi-me ao fundo do comboio, onde estava um pequeno bar, ainda a pensar o que haveria no Alportel para o comboio ir cheio. Pedi uma água. Quando o empregado ma deu, apontou com um grande sorriso nos lábios para um expositor cheio de panfletos que antes não estava ali. Peguei num folheto enquanto bebia a água. O líquido desceu-me pela garganta ressequida, lavando-me por dentro e acordando-me para o ondular suave do comboio. Observei o papel que tinha nas mãos, era uma matrícula para uma escola que havia no Alportel. Uma escola de quê?
Alguém abrira uma janela, e mesmo de noite verifiquei que centenas de andorinhas nos seguiam voando e misturavam-se com os milhares de borboletas que brancas como o luar, passavam entre os passageiros.
A certa altura, todos os estranhos passageiros começaram a cantar, primeiro muito suavemente e baixo e logo a seguir mais rápido e alto. Entoavam sons agudos e sons graves com uma velocidade vertiginosa. De repente soou um trovão e começaram todos a dançar enquanto a chuva ameaçava recomeçar a cair. Danças que me fizeram esquecer quem era e começar a dançar com os seres translúcidos como bolas de sabão em que os passageiros se transformaram. Deviam saber que estavam quase perto do destino.
Acordei, já todos os outros passageiros tinham acordado. As borboletas e as andorinhas tinham desaparecido, deixando no seu lugar pequenas marcas da sua passagem. Olhei para luz do Sol a entrar pelas janelas que não tinham sido fechadas e comecei a sentir-me cheia de uma alegria fantástica. Porque seria? Lembrei-me do folheto para que o empregado do bar me tinha chamado a atenção. Procurei nos bolsos das calças de ganga que tinha vestidas e lá o encontrei no bolso de trás muito enrolado mas com as letras visíveis. Dizia: “Matricula para a Escola d...” Com a festa da noite anterior tinha rasgado o canto onde estava escrito e resto do nome da escola, e agora? Voltei ao bar para tirar outro folheto, mas quando lá cheguei não encontrei nem o expositor, nem os panfletos, nem o empregado. Assim que regressei à minha carruagem reparei que todas as pessoas que lá viajavam se tinham vestido com roupas iguais mas de cores diferentes, não havia duas cores iguais, e estavam todas com um sorriso, cada um maior do que o outro. Quando cheguei ao meu lugar encontrei um conjunto de calças e blusa iguais às dos outros passageiros. Eram azuis, a minha cor favorita. Comecei por vestir as calças de um azul mais escuro do que a blusa. Serviam-me na perfeição. Depois vesti a blusa. Quem é que as teria deixado ali? E como é que sabiam o número que eu vestia? Nunca soube quem é que mas dera.
Passou pouco tempo e ouvi uma voz saltitante que anunciava: Bem-vindos ao ALPORTEL. Espero que sejam aqui tão felizes como devem ser. Fiquei na mesma, mas os meus companheiros de viagem esboçaram sorrisos ainda mais largos do que aqueles com que tinham vindo naquela metade de viagem. Finalmente, um guincho agudíssimo, assolou os ouvidos dos presentes, anunciando a nossa chegada. As pessoas que passavam na rua acenavam-nos e mandavam beijos ao ar. Havia-as de todas as idades mas todas tinham uma coisa em comum. Um sorriso de orelha a orelha. Saí do comboio. Só me apetecia rir e acenar às pessoas que não conhecia. Fiquei completamente atónita quando uma rapariga da minha idade chegou ao pé de mim e me pregou dois ruidosos beijos em cada face. Continuei embasbacada a olhar para a animação da rua e, de repente, alguém me disse para reparar no que havia do outro lado. Virei-me e fiquei ainda mais espantada quando reparei que todos os estranhos passageiros subiam uma escadaria em direcção a um edifício imponente. Resolvi subir também e ver o que existia lá em cima. Uma placa avisava-me: “Bem-vindo à escola da Felicidade!!!” Entrei, e uma outra placa dizia que, se nos quiséssemos matricular, tínhamos de oferecer uma flor da época e um sorriso. Lembrei-me do panfleto que tinha tirado do comboio e que se tinha rasgado... devia ser dali. Onde é que eu o tinha metido? Procurei e lá estava ele, todo dobradinho, dentro do meu bolso das calças. Desdobrei-o e qual não foi o meu espanto quando vi que estava todo preenchido com uma letra pequenina, apertadinha e redonda, a minha letra. Mas eu não tinha sequer pegado numa caneta para o preencher... Bem, já que estava preenchido, não fazia mal inscrever-me, oh, havia um pequeno problema, onde é que eu ia arranjar uma flor da época naquele momento? Joguei as mãos à cabeça e senti uma coisa presa nos meus cabelos, tirei-a. Era uma das flores de amendoeira que eu não tinha sacudido. Peguei-lhe com cuidado, e juntamente com o papel da matrícula coloquei-a suavemente em cima do balcão onde uma empregada sorridente me deu as boas vindas.
Uma semana passou, e com ela chegou a data de regresso anotada no verso do bilhete. Pela primeira vez desde que tinha chegado àquela terra fantástica, fiquei triste e avancei até ao local onde iria apanhar o comboio. Estava prestes a entrar para o comboio quando descobri que queria ficar para sempre ali, naquela terra encantada, mágica e cheia de alegria, a aprender a ser feliz. Então, sem pensar, virei-me de costas para o comboio e observei calmamente as pessoas, as casas, a escola onde se aprendia a magia da felicidade, da amizade e de tantos outros sentimentos, fechei os olhos e desfiz o bilhete em mil bocadinhos que o vento levou com o comboio que desaparecia coberto de milhares de borboletas e andorinhas.

Passaram-se muitos e muitos anos desde que o comboio desapareceu e nunca mais foi visto... A escola continua lá, mas só algumas pessoas a vêem, pois está escondida entre uma alfarrobeira, uma amendoeira e uma oliveira, exactamente quatro passos para a direita da alfarrobeira e dois para a esquerda da oliveira. Nunca mais foi necessária, porque as pessoas guardaram secretamente a felicidade que tinham adquirido ali e foram-na transmitindo de geração em geração. Essas pessoas tiveram todas muita sorte pois, até aos dias de hoje, continuaram a viver e a ser felizes em São Brás de Alportel.
Segundo ouvi dizer há alguns dias, parece que as pessoas já não andam tão felizes e que se está preparando uma nova viagem do comboio fantástico e que a escola vai ser reaberta... Será verdade?"
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MensagemAssunto: Re: Textos próprios   Ter Set 07, 2010 12:56 am

Gostei muito de ler este tópico, acho que se revelaram aqui grandes talentos. Eu sou de opnião que todos temos um momento em que mesmo quem não gosta ou acha que não sabe escrever se supera (pelas amostras aqui no fórum, há muitos momenos desses, lol) e isso é que faz a diferença. Acho que se poderia fazer tipo uma votação e ao vencedor atribuía-se uma coroa de louros ou uma medalha de ouro simbólica. Que acham? Pode ser que seja um estímulo para alguns escreverem mais!
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MensagemAssunto: Re: Textos próprios   Sex Nov 19, 2010 11:36 am

Bons textos!! Laughing
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MensagemAssunto: Re: Textos próprios   Sab Nov 20, 2010 5:37 am

Os textos estam muito bons
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Freitas
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Pinóquio
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MensagemAssunto: Re: Textos próprios   Sab Nov 20, 2010 10:19 am

Esta gente sabe escrever bem, muito bem*
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MensagemAssunto: Re: Textos próprios   

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Textos próprios

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